Netizen 2 - Porque o blog não pode parar


Copa 2006

Essa é tão ruim, mas tão ruim, que vou deixar guardada no blog, para me lembrar que pior do que isso apenas o desempenho da seleção brasileira na Copa da Alemanha de 2006.

Vocês sabem o que o Zidane falou no ouvido do Fofômeno ao final do jogo?
Ronaldô, mon chér. Lembre-se: quem Thierry por último, Henry melhor!

Dizem que foram os adolescentes que fazem leitura labial para a Globo que flagraram esta fala do Zizou.



Escrito por Simão Pedro às 21h42
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Copa 2006 - Os recordistas



Escrito por Simão Pedro às 21h34
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Copa 2006 - Rindo para não chorar



Escrito por Simão Pedro às 21h33
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A soberba dos fracassados

Num dia, leio nas páginas da Folha que Cafu afirma que jogará a Copa de 2010. No mesmo jornal, está Parreira, admitindo que teve problemas para escalar agora os novatos, por causa dos "medalhões".
No dia seguinte, Roberto Carlos está na Folha afirmando que está saindo da seleção brasileira.
Do mesmo jeito que acharam que marcariam um gol no jogo contra a França quando quisessem, eles acham que jogam ou não quando querem.
Parece que esses jogadores continuam se escalando, ou não, como se Parreira ainda fosse o técnico.
Ou será que a soberba deles é tão grande que já acham que escalarão a nossa próxima seleção, qualquer que seja o técnico dela.

Carta enviada - e não publicada - à Folha de São Paulo em 04/07/2006.



Escrito por Simão Pedro às 21h18
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Forza Italia

Amanhã espero que seja o dia do "Adieux Le Bleu", ao invés do "Allez Le Bleu".
Pois se um time medíocre como esse da França, retranqueiro apesar de um ter um goleiro que bate roupa o tempo todo e no qual não dá para confiar, ganhar essa Copa do Mundo, terá prevalecido o futebol feio, triste.
Se a França se tornar bi-campeã mundial, terá sido a vitória do futebol que torcedor não quer ver.
O risco do "Le Bleu" levantar a taça é que os técnicos começarão [Parreira já o fez, como Domenech] a achar que jogar lá trás, fazendo um gol por jogo, ou até meio, desde que não tomando nenhum, é o caminho para a glória.
Até poderá ser para a glória de um time, num momento fugaz. Mas será o fim do futebol.
Acho que a França já foi muito longe para o time que tem. Ter batido um Brasil que não jogou e ter vencido Portugal com um mísero gol de pênalti não é credencial alguma para uma seleção ser campeã mundial. Zidane fez firulas contra o Brasil, já que os melhores do mundo, os talentos de Parreira não tiveram coragem de combatê-lo em campo. Não vi futebol de Zidane, em seleção, de pois de 98.
Agora é Adieu Le Bleu. É o que eu espero. "Au revoir, France."
E que a Itália, que mostrou muito mais futebol do que a França nessa Copa, vença o confronto desse domingo, resgatando a alegria do "calccio",  redimindo o futebol show. O futebol de Zidane e seus colegas, salvo milagre, não poderá fazer isso.
Que vença a Itália, ainda que se torne tetra e fique coladinha no Brasil.



Escrito por Simão Pedro às 20h48
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Patrimônio pessoal

Jean mostrou hoje, na Folha de São Paulo, como trabalhador neste país dobra o patrimônio.



Escrito por Simão Pedro às 20h45
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Final da Copa 2006

Portugal está fora. Foi derrotado por um time medíocre - e o interessante é que os nossos comentaristas de TV nunca admitem isso.
Vi o time de Zidane nessa Copa contra Suiça, Coréia, Togo, Espanha, Brasil e Portugal. Ou seja, não perdi um jogo dos campeões mundiais de 98.
Foram seis chances de ver show de bola. Mas não vi isso até agora.
Nos dois primeiros jogos, empates. Foram resultados justos para partidas medíocres.
Contra Togo, no seundo tempo, dois gols e a salvação. Mon dieu! Quase que, pela segunda vez em seguida, Le Bleu fica fora da Copa na primeira fase. Não me esqueço de 2002, quando o "grande" campeão do mundo foi eliminado na 1a. etapa, sem fazer um gol sequer.
Vi um pouquinho de futebol no jogo contra a Espanha. Mas sabíamos o que é "La Furia": uma equipe joga como nunca e perde como sempre.
Contra um Brasil paralítico, paralisado, 1 X 0. E num gol besta. Não é preciso muito esforço para lembrar que Gana colocou o Brasil muito mais no sufoco do que a França.
Hoje, se não errei a conta, a França deu dois chutes a gol, sendo um deles o pênalti cobrado por Zidane e quase defendido pelo Ricardo.
Comentaristas deslubrados dirão que a estratégia da França é essa mesmo. Seria um time com defesa sólida, mas tem um goleiro que bate roupa o tempo todo. Teria dois jogadores que decidem: Zidane e Henry. Está certo que hoje Henry sofreu pênalti - aliás achei desnecessário - e Zidane o cobrou.
A seleção francesa chega à final, é certo. Eles empataram duas partidas e ganharam quatro; marcaram 8 gols e sofreram 2. É um resultado pífio para uma seleção que pode ser campeã do mundo no domingo. Penso que é pouco, muito pouco para enfrentar a Itália.
Por isso, acho que domingo teremos um tetra-campeão mundial.

 



Escrito por Simão Pedro às 18h26
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Cheiro de maracutaia

Senhores

a VarigLog, ex-subsidiária da Varig que hoje é controlada pelo fundo americano
Matlin Patterson e por empresários brasileiros, vem se declarando disposta a oferecer US$ 485 milhões pela companhia aérea.
Contudo, esse dinheiro não seria utilizado diretamente para pagar os credores
da Varig e sim para sanear e manter as operações da companhia aérea.

Em síntese a VarigLog investiria na Varig, que passaria a ser dela, todo o dinheiro da compra. O resumo da ópera é simples: comprariam a Varig por Zero Dólares.
Melhor negócio não pode haver na aviação civil.
E, se no final, a Volo não comprar a Varig, terá 
resolvido o problema que havia junto à ANAC desde dezembro. Empresários inteligentes, prometendo comprar a empresa de aviação, ao final resolveram o que mais queriam: que fosse aprovada a compra da VarigLog pela Volo do Brasil, negócio cuja aprovação estavam aguardando desde dezembro e que estava  complicado, pois a ANAC tendia a não autorizá-lo.
Se a Varig ainda vier a custo zero, melhor ainda.
Ou entendi tudo errado, ou há um cheiro no ar que não é de querosene de aviação.
 
Atenciosamente
 
Simão Pedro Marinho
 
carta enviada à Folha de São Paulo em 03.06.2006 e não publicada.


Escrito por Simão Pedro às 09h03
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Carta na Folha

"Perfeita a manchete do caderno Copa 2006 de ontem. Ela sintetiza o que foi a nossa seleção, aquela que Parreira, o mano, nos ofereceu. E, por ele, eu acrescentaria apenas um "sem gestor de talentos", fazendo essa lista ficar completa."


SIMÃO PEDRO MARINHO (Belo Horizonte, MG)

Carta publicada pela Folha de São Paulo, hoje.



Escrito por Simão Pedro às 14h49
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Jogo dos 7 erros

 

Encontre, na frase de Galvão Bueno, os sete erros.
A resposta está lá embaixo.

"Às vezes, eu sou chato sim."

 

Resposta. 
Os 7 erros são: À, S, V, E, Z, E, S.

 

 



Escrito por Simão Pedro às 09h24
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Copa 2006


Com certeza, tínhamos craques de sobra para ganhar a Copa da Alemanha.
O que não tínhamos era equipe.
Alguém deve ser responsável por isso. Quem?



Escrito por Simão Pedro às 09h13
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E ele ainda não assume ...

E,no dia seguinte da derrota,eis o que fala à nação brasileira o auto-proclamado "gestor de talentos", aquele que teve mais de 2 anos para preparar um time que, assim esperava o mundo inteiro, seria o hexa-campeão mundial de futebol:

"Nós poderíamos ter jogado mais do que jogamos, mas também não foi nenhum desastre. Vencemos quatro dos cinco jogos".

"Queríamos ter jogado mais coletivamente. Mas, com esses jogadores, é complicado. São talentos puros. Para colocá-los dentro de um sisitema, demora muito, demanda paciência. E uma Copa do Mundo não te dá esse tempo. Futebol não é esporte individual, é um esporte coletivo. Vários fatores podem interferir no resultado final".

A foto é do UOL.



Escrito por Simão Pedro às 10h00
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De mal a pior. E houve mágica, sim.

Assisti a todos os jogos que Brasil e França fizeram na Copa da Alemanha.
Ontem vi a França fazer seu melhor jogo, sem dúvida. Apesar disso, continuo achando um time fraco.
O show de Zidane, ontem, que só foi possível porque o deixaram livre para dar espetáculo, ainda não me convence que a seleção francesa é favorita.
Os franceses ganharam de uma seleção que pateticamente não jogou - nosso primeiro chute direto ao gol foi aos 90 minutos.
Ganharam com um gol magro, nas costas de um Roberto Carlos estacionado na marca da grande área ao que parecendo ajeitando a meia quando os adversários se preparavam, em lance de bola parada, para centrar uma bola na área brasileira.
O Brasil, ontem, se superou, ao conseguir fazer sua pior partida na Copa 2006.
Parreira, com sua teimosia e contando com alguns jogadores comprometidos apenas consigo mesmo, conseguiu ir de mal a pior.
O nosso técnico poliglota, mano, conseguiu que fizéssemos talvez o mais ridículo papel em Copas do Mundo.
Com o maior elenco da história, o auto-proclamado gerenciador de talentos montou um time que conseguiu não jogar ontem, chegando ao fundo do poço.
Se a França fosse o majestoso time que muitos querem acreditar que é, teria massacrado a nossa seleção; 3 X 0 teria sido muito pouco.
Não acho que perdemos para um grande time. Perdemos para nós mesmos.
Perdemos por conta da teimosia de um técnico, da empáfia de jogadores, do sentimento idiota de auto-suficiência, da soberba.
Perdemos porque não pusemos amor e raça na ponta do salto-alto [não entramos de chuteira nessa Copa], coisas que a torcida em Frankfurt pediu aos gritos.
Parreira, que fazia o discurso do pragmatismo - o que importa é ganhar, ainda que jogando feio - possivelmente por ter na mémória a seleção de 94, desdenhava a seleção de 82, aquela que perdeu jogando o mais belo futebol que já vi.
E o que fez o Pé de Uva: perdeu, com seus comandados jogando o mais patético futebol que já vi. Aliás, perdemos sem jogar.
Que esse fracasso possa servir de lição para muita gente.
E ontem, como era previsível, teríamos um craque abandonando Copas do Mundo. Mas, ao contrário do que desejávamos, não foi Zidane; foi Ronaldo, o Fenômeno. Sua figura apagada, apesar de gorda e dos três gols e do recorde, mostrou que sua carreira com a camisa canarinha chegou ao fim.
E, junto com ele, vão alguns que a mim, pelo menos, não deixam saudade, como Cafu e Roberto Carlos.
E de bom ficou o quarteto mágico: Dida, Lúcio - por quem antes nunca tive simpatia- , Juan e Zé Roberto.
E a mágica mesmo ficou por conta do Pé de Uva. Nas entrevistas, ele se revelou o maior ilusionista, enganando até a si mesmo. Aliás, foi patética a entrevista dele, após o jogo de ontem; parece que ele assistiu ao jogo que eu não vi.
Parreira, que teve à sua disposição a maior coleção de craques brasileiros a um só tempo, conseguiu fazer a mágica de desaparecer o nosso futebol.

As fotos são do UOL.



Escrito por Simão Pedro às 08h45
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