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Memória Zero
Carta que enviei à Folha de São Paulo, publicada hoje, na página A3.
Prezados Senhores
na sua campanha, Lula se esqueceu do PT, o seu partido.
Por outro lado, o partido de Alckmin se esqueceu do seu candidato.
Os mensaleiros e sanguessugas esperam que o povo se esqueça de todos os escândalos que abalam o país. O povo votará e, depois, verá que foram todas esquecidas as promessas de campanha. E os políticos só se lembrarão do povo na eleição seguinte. E, na memória desse país, ficará essa eleição sem memória.
É triste, mas esse é o Brasil de hoje. Que pode continuar sendo o Brasil de sempre, se continuar esquecendo seu presente e seu passado.
Escrito por Simão Pedro às 10h11
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Technorati

O meu Tecnorati.
Escrito por Simão Pedro às 18h44
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Freud explica.
Lula falando de seu governo, em entrevista à Rede Globo, em 10/08/2006.
"Que o Brasil viva o seu melhor momento econômico, o Brasil cresce o emprego, cresce a economia, crescem as exportações e importações, a única coisa que cai é o salário."
"O órgão independente onde o procurador-geral foi escolhido por mim sem que eu sequer o conhecesse. Uma demonstração de que o combate à ética significa você permitir que as instituições façam as investigações que possam e precisam fazer."
A entrevista, na íntegra, está disponível em http://jornalnacional.globo.com/Jornalismo/JN/0,,AA1247921-3586-519544,00.html
Escrito por Simão Pedro às 12h01
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Trata de ir pagando .....
Parece que Paulo Okamoto, o doador universal, terá que meter a mão no bolso e pagar mais contas do presidente. Imagino que, repetindo o que já fez, Lula dirá a ele: "Eu não devo isso. Se você quiser pagar, que pague". E o dinheiro de Lula continuará aplicado, rendendo juros baseados nos estratosféricos que seu governo paga aos bancos.
Escrito por Simão Pedro às 11h56
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Iluminismo ou Ilusionismo?
 Carta enviada à Folha de São Paulo em 14 de agosto de 2006. Não publicada.
Senhores,
o comunicado do PCC, transmitido pela Globo, se refere ao RDD como uma "agressão ao primado da ressocialização do sentenciado" que vige na consciência humana desde o "Ilusionismo".
Muitos pensarão que eles queriam se referir ao Iluminismo. Mas pode ser que se referiam mesmo a um Ilusionismo.
Seria o tempo do Governo Lula, quando o povo permaneceu esperando que se fizessem verdade as promessas de mudança do candidato do PT, o partido auto-proclamado guardião da ética e da moralidade.
Quase quatro anos passados, vê-se que foi tudo ilusão.
Acho que o PCC está com razão, fez uma boa leitura dos fatos sociais e conseguiu registrar um novo tempo na história, pelo menos na da sociedade brasileira.
Nas fotos, Marcos Willians Herba Camacho, o Marcola, tido como principal líder do PCC, e o Marques de Pombal, que promoveu reformas iluministas na Universidade de Coimbra e que teve influência na história do Brasil.
Escrito por Simão Pedro às 09h44
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Campanha passada, campanha futura
Carta enviada à Folha de São Paulo em 07 de agosto de 2006. Não publicada.
Prezados senhores
em 2002, Lula prometeu mudanças. Sonhando com elas o povo lhe entregou a Presidência da República. O que se seguiu foi a manutenção de um modelo econômico que o PT criticava, escândalos e mais escândalos. Viu-se um partido que se considerava o guardião da ética afundado em mensalão e em outras maracutaias, como diria o velho Lula.
Lula, ao ver seu partido envolvido no botim, alegou que o PT fazia o mesmo que outros partidos fazem. Ou seja, no crime dos outros desculpou o do seu partido. Como se todos cometendo o crime ele deixasse de ser crime.
Agora o nosso presidente, candidato que busca sempre descolar sua imagem da do próprio partido, descobriu que "o sistema está apodrecido" e alardeia uma reforma política. E, para justificar tudo e todos, culpa o "sistema".
O que prometerá ao povo, buscando sua reeleição? Isso é o que me intriga agora.
Novas mudanças serão o mote de sua campanha? Prometerá um PT renovado, expurgado dos que foram pegos com a mão na cumbuca?
Ou apenas buscará se manter por mais 4 anos no Palácio do Planalto, usufruindo a vida nababesca que tem hoje, prometendo manter e até ampliar as tais "bolsas-esmolas" do governo federal, aliás um trunfo valioso quando não se pode mais oferecer bonés, camiseta, chaveiro e outras bugigangas aos eleitores?
Esperemos o horário eleitoral para ver.
Como esperarei que até lá Lula saiba distinguir quando é presidente de quando é o candidato à reeleição, coisa que, ele mesmo confessa,
não sabe fazer.
Escrito por Simão Pedro às 09h30
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Um governo com os pés na lama, no mínimo.
carta enviada à Folha de São Paulo em 26 de julho de 2006. Não publicada.

Senhores
a maioria dos parlamentares envolvidos no esquema dos sanguessugas pertence a partidos da base de sustentação do governo Lula. Coincidência [será mesmo?], pertencem aos mesmos partidos que estavam envolvidos no mensalão.
Isso só mostra uma coisa: Lula montou um governo que se sustenta num mar de lama.
Agora é esperar outubro e ver se o povo brasileiro vai querer manter um governo que tem os pés, no mínimo, enlameados.
Escrito por Simão Pedro às 09h21
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Falando e fazendo ...
Lula caminha para a reeleição fazendo tudo o que falava que seus adversários não deviam fazer. Usa a máquina pública, foge aos debates e outras coisas mais. E, o que é pior, fala que não faz o que falava que não podia ser feito. Descaramento maior, imagino, não deve haver.
Escrito por Simão Pedro às 18h10
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Comparar não ofende
Recebi isso repassada por um colega. É texto que está circulando na Internet. Pena que ali essa comparação não possa atingir os beneficiários das "bolsas-esmolas" que são, ao final, os que estarão decidindo as eleições em outubro.
COMPARAÇÕES MAIS QUE OPORTUNAS...
Diamantina, interior de Minas, 1914. O jovem Juscelino Kubitschek, de 12 anos, ganha seu primeiro par de sapato. Passou fome. Jurou estudar e ser alguém. Com inúmeras dificuldades, concluiu Medicina e se especializou em Paris. Como presidente, modernizou o Brasil. Legou um rol impressionante de obras e amantes; humilde e obstinado, é (e era) querido por todos.
Brasília, 2003. Lula assume a presidência. Arrogante, se 'vangloria de não ter estudado'. Acha bobagem falar inglês. "Tenho diploma da vida", afirma. E para ele basta. Meses depois, diz que ler é um hábito chato. Quando era sindicalista, percebeu que poderia ganhar sem estudar e sem trabalhar - sua meta até hoje, ao que parece.
ARGH! ------------- Londres, 1940. Os bombardeios são diários, e uma invasão aeronaval nazista é iminente. O primeiro-ministro W. Churchill pede ao rei George VI que vá para o Canadá. Tranqüilo, o rei avisa que não vai. Churchill insiste: então que, ao menos, vá a rainha com as filhas. Elas não aceitam e a filha mais velha entra no exército britânico; como tenente-enfermeira, sua função é recolher feridos em meio aos bombardeios. Hoje ela é a rainha Elizabeth II.
Brasília, 2005. A primeira-dama Marisa requer cidadania italiana – e consegue. Explica, candidamente, que quer "um futuro melhor para seus filhos".
ARGH! ------------- Washington, 1974. A imprensa americana descobre que o presidente Richard Nixon está envolvido até o pescoço no caso Watergate. Ele nega, mas jornais e Congresso o encostam contra a parede, e ele acaba confessando. Renuncia nesse mesmo ano, pedindo desculpas ao povo.
Brasília, 2005. Flagrado no maior escândalo de corrupção da história do País, e tentando disfarçar o desvio de dinheiro público em caixa 2, Lula é instado a se explicar. Ante as muitas provas, Lula repete o "eu não sabia de nada!", e ainda acusa a imprensa de persegui-lo. Disse que foi "traído", mas não conta por quem.
XÔ, XÔ!
----------- Londres, 2001. O filho mais velho do primeiro-ministro Tony Blair é detido, embriagado, pela polícia. Sem saber quem ele é, avisam que vão ligar para seu pai buscá-lo. Com medo de envolver o pai num escândalo, o adolescente dá um nome falso. A polícia descobre e chama Blair, que vai sozinho à delegacia buscar o filho, numa madrugada chuvosa. Pediu desculpas ao povo pelos erros do filho.
Brasília, 2005. O filho mais velho de Lula é descoberto recebendo R$ 5 milhões de uma empresa financiada com dinheiro público. Alega que recebeu a fortuna vendendo sua empresa, de fundo de quintal, que não valia nem um décimo disso. O pai, raivoso, o defende e diz que não admite que envolvam seu filhinho nessa "sujeira". Ele mesmo, com essa declaração, reconhece a "sujeira" toda por trás da negociata?
CHAMEM A POLÍCIA E PRENDAM ESSE PINGUÇO!
----------- Nova Délhi, 2003. O primeiro-ministro indiano pretende comprar um avião novo para suas viagens. Adquire um excelente, brasileiríssimo, EMB 195, da Embraer, por US$ 10 milhões.
Brasília, 2003. Lula quer um avião novo para a presidência. Fabricado no Brasil não serve. Quer um dos caros, de um consórcio anglo-alemão. Gasta US$ 57 milhões e manda decorar a aeronave de luxo nos EUA, só comparável aos dos sultões e marajás do oriente, montados em suas montanhas de petro-dólares.
E NÓS, FICAMOS APENAS ASSISTINDO SEM NADA FAZER? OUTUBRO ESTÁ AI! ACORDA BRASIL!
Escrito por Simão Pedro às 18h09
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Esse tem de tudo ....
Por obra e graça da TAM, esse é o novo slogan do Extra:
"Extra Hipermecados. Somente aqui você
encontra de tudo, do feijão à porta de avião."
Escrito por Simão Pedro às 12h04
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Sobre atores e autores
Chamar aluno de ator da escola já não é muita novidade. Mas isso ainda está presente no discurso da escola que se pretende moderna. Diretores, supervisores, coordenadores enchem a boca para falar nisso.
Eu também já falei muito isso, já escrevi. Mas andei, nos últimos tempos, pensando sobre isso. Que atores têm sido esses alunos? O que de fato significa ser ator na escola? De maneira geral, os alunos vêm representam um papel, preparado para eles por "roteiristas profissionais": professores, coordenadores, supervisores, diretores. Então desempenham o papel, bem ou mal, e são julgados pelos "críticos", os seus professores. Alguns alunos, atores, em algumas escolas, são indicados para o "Oscar": concorrerão ao prêmio de "melhores atores". O Oscar pode vir na forma de bolsa de estudos ou outro prêmio.
Mas será que é isso que precisamos na escola? Estou me convencendo, a cada dia que passa, que não. O que precisamos na escola são autores. Sim, pessoas capazes de criar algo. Sujeitos que usem o que sabem e o que estão aprendendo para trazer algo novo, inédito ainda que apenas na forma. Acho que a escola sempre teve muitos atores e muito pouco autores. Os alunos vêm desempenhando apenas um papel, que, sem saber, recebem quando entram na escola. Se tentarem os "cacos", aquelas improvisações dos bons atores, correm risco. Têm que repetir, tintim por tintim, um papel que foi preparado. Me lembrei, quando pensava nisso, dos "cantautori".  Famosos nos anos 60, eram cantores italianos que cantavam canções que compunham. Sei que aqui no Brasil temos gente que faz isso. Mas a palavra é italiana e me lembrei de Sergio Endrigo, de Domenico Modugno, Peppino di Capri e outros.
Acho que o que a escola precisa, urgentemente, é de alunos "cantautori", capazes de criar algo e mostrar isso para o mundo, Capazes de autonomia, de saber fazer e receber a crítica, da independência criativa. Alunos que se formem de fato na e para a vida, na escola da vida. Sim, porque os alunos viverão, fora da escola, um papel que escreverão para si próprios. Serão o "papel" que escreverem para si, mocinhos, bandidos, ricos, pobres, românticos, neuróticos ou qualquer outro. Eles dirão na vida o roteiro que escreverem para si mesmos, não o que alguém lhes colocará na mão, lhes imporá. E, enquanto na escola, a Internet será um bom espaço para se exibirem, um palco com dimensões enormes, quase infinitas, que a escola não pode esquecer.
Escrito por Simão Pedro às 16h27
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Bandidos
Angeli, na semana passada, mostrou, numa genial charge, a situação do congresso nacional, com quse centena de congressitas envolvidos em corrupção e pegos com a mão na cumbuca. Resolvi fazer um morph, usando a imagem do cartaz do filme Carandiru, de Hector Babenco, e a charge de Angeli.
Escrito por Simão Pedro às 15h54
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ConVivendo com o medo
Estive em São Paulo, na semana passada, para participar de reunião de especialistas em informática na educação, a convite do MEC. O sentimento do paulistano é exatamente o que Angeli mostra em sua charge publicada na Folha de São Paulo, no dia 10/08, quando eu voltava da capital paulista e o assunto do motorista, do hotel ao aeroporto, foi o medo da cidade pelo indulto do Dia dos Pais. Lamentável, mas é a verdade. São Paulo vive sob o medo, em clima de terrorismo. E os paulistanos têm que tocar a vida, aprender a conviver com tudo isso.

Escrito por Simão Pedro às 14h31
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Sede de matar ...
Jean, na Folha de São Paulo, em 12 de agosto de 2006.

Escrito por Simão Pedro às 14h24
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