Netizen 2 - Porque o blog não pode parar


Afinal de contas, o que ele quer?

 

Montagem a partir do fac-símile da capa da edição de hoje da Folha de São Paulo



Escrito por Simão Pedro às 13h42
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Lula de novo. O que isso significa?

Senhores
 
a essa altura Lula já deve estar reeleito.
Nesse momento, chama a minha atenção o mote de sua campanha, o refrão do seu jingle: "É Lula de novo". O que isso significa efetivamente?
Que se repetirão os escândalos promovidos por petistas no primeiro mandato de Lula? 
Que Lula continuará de nada sabendo quando vierem a público verdades sobre escândalos que foram tramados na sua própria cozinha?
Que Lula de novo usará o argumento de que todos fazem para justificar eventuais atos ilegais de seus correligionários?
Que o país continuará crescendo em nível de Haiti e pagando os maiores juros reais do planeta?
Que o aparelhamento da máquina pública continuará, como a nova forma lulo-petista de privatização?
Que o país se manterá nas posições mais inferiores nos rankings internacionais de educação?
Lula não terá mais a herança maldita de FHC para se justificar pelo que não fez. A herança que Lula terá, bendita ou maldita, é a que ele próprio construiu no seu primeiro mandato
Lula não terá muito tempo para mostrar o que significa de fato aquilo que está no seu jingle. O povo, que segundo ele é a sua força, terá pressa.
Que Deus ajude Lula, para assim ajudar o Brasil.

Carta enviada para o Painel do Leitor, da Folha de São Paulo, em 26/10/2006 e publicada em 27/10/2006.
Em azul estão os trechos da carta original que não foram publicados pela Folha.



Escrito por Simão Pedro às 11h54
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Pobre país

Estamos chegando ao final das eleições de 2006.
Em poucas horas saberemos que presidirá essa Nação, quem serão os governadores dos Estados onde acontece o segundo turno. Enfim, saberemos quem constituirá o novo poder executivo. 
O novo poder legislativo, com deputados e senadores, já está definido.
Quando alguém vai votar, sugere-se que vote consciente.
O povo brasileiro votou consciente. Consciente de escândalos e mais escândalos que envolveram o Congresso Nacional e atolam, num mar de lamas, o partido do presidente da República.
Votou consciente da imunídicie com a qual o lulo-petismo marcou a nossa história republicana.
Votou consciente de que as apurações sobre o mais recente escândalo, possivelmente um crime eleitoral, caminham a passos de tartaruga para garantir que nada nenhum fato novos surja antes das eleições estarem definidas.
O povo - que se ofendeu com a "dança da pizza" da deputada que comemorava a absolvição do colega mensaleiro, que se revoltou quando deputados aliviaram a cara de colegas que tinham as mãos sujas - reelegeu mensaleiros e sanguessugas.
Hoje o povo que clamava contra a impundidade deverá estar conferindo novo mandato ao presidente da Nação, presidente de honra de um
partido que, pelo que parece, está envolvido com crime eleitoral. Um partido que fez da "maracutaia" o seu modus operandi. Um partido que prometeu fazer acontecer a esperança, mas que hoje me dá medo.
Hoje, 29 de outubro de 2006, o povo brasileiro perde, definitivamente, o direito de 
clamar contra a impunidade. Pode não ser pela vontade de todos, mas é pela da maioria.
Hoje, quando o presidente da Repúnlica se torna, como diz o colunista Zé Simão, na Folha de São Paulo, "réu-eleito", o 
Brasil se torna, definitivamente o país da impunidade. E assim se torna por decisão soberana de seu povo.
Pobre país; pobre povo.



Escrito por Simão Pedro às 10h10
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