Netizen 2 - Porque o blog não pode parar


Mais uma que a Folha não publicou

Esta carta foi enviada à Folha em 24/10/2006. Rolava o caso dossiê que poderia, com fatos novos, complicar a reeleição - ou a repetência - de Lula. A carta não foi publicada.
 
Senhores
 
Jacques Wagner, o novo Zé Dirceu de Lula, afirma que único que não é obrigado a contar a verdade é quem está no banco dos réus [Folha, 26/10/06, p. A5].  Corretissimo; todos os demais estão obrigados à verdade.
Pergunto: Por quê então os petistas que sabem
de toda história do dossiê não contam toda a verdade, incluindo o próprio Lula? O que os está
impedindo de dizer de onde veio o dinheiro? 
Jacques Wagner quer que acreditemos todos que somente os acusados é que sabiam dessa compra arrumaram o dinheiro e a confusão?
Fica um pouco difícil acreditar nisso, notadamente
quando um outro petista, Hamilton Lacerda, vai à PF e declara que o intuito com a compra do dossiê era prejudicar o PSDB na eleição para presidente, coisa que certamente
interessava a Lula e sua turma.
Jacques Wagner quer livrar a cara de Lula e
de outros petistas ao fazer crer que ninguém sabia da compra do dossiê, exceto os aloprados  acusados.
Mas com isso acaba revelando que Lula é um governante que não sabe o que ocorre dentro dos próprios  palácios e o PT é uma casa de Mãe  Joana.
E essa turma, que não cuida da própria casa, quer ainda mais quatro anos para cuidar do Brasil?


Escrito por Simão Pedro às 10h35
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Andróide

 

Uma das duas é um andróide criado no Japão.
Adivinhe qual é.
Mas espere para conferir sua resposta daqui uns dias.



Escrito por Simão Pedro às 10h31
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Os dorminhocos na capa da Folha

Esta é outra carta, enviada à Folha em 04.11, que não foi publicada
 
Senhores,
 
alguns petistas ou simpatizantes ao PT vivem uma crônica síndrome de perseguição. Vêem inimigos em todo o lado, menos do lado deles mesmos.
Parece ser o caso do leitor José Augusto Lisboa que hoje, na Folha, a acusa de ter jogado o povo contra Lula e que sugere que a capa de ontem é mais uma etapa nessa urdida campanha.
O que a Folha mostrou ontem foi aquele senhor que há poucos dias atrás pedia ao país que o deixasse trabalhar dormindo sereno numa praia, enquanto um "sem-vôo", a mais nova categoria social do país inventado por Lula, dormia num aeroporto já que não conseguia chegar ao seu destino.
Eu deixei Lula trabalhar nos últimos quatro anos; ele não o fez porque não quis. A menos que eu aceite passivamente que aquele sem número de viagens que fez foi trabalho.
Lula descansa numa praia porque seu avião particular não sofre qualquer restrição para o vôo.
Aquele "dorminhoco", na foto ao lado, é o consumidor brasileiro, vítima do presidente que trabalhando pouco, deixou de aplicar os recursos necessários e previstos do programa de proteção de vôo.
Lula viajou tranqüilo. O mesmo não se dá com aqueles, ricos ou pobres, que viajam pelo país.
Se o avião levanta vôo, estão em risco. Na atual situação, o risco é não chegar onde e quando precisam. Vida de povo é assim mesmo, cheia de riscos.
Risco na vida de supremo mandatário da nação parece ser apenas o da não reeleição. Mas a reeleição garantida, o presidente dorme nas
praias.
O consumidor, muitos seus eleitores possivelmente, dormem em aeroportos, na esperança de que possam voar para dormir em casa.


Escrito por Simão Pedro às 10h14
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Nem tudo a Folha publica

Há poucos dias, uma das minhas filhas comentou o "ciúme" de uma tia que sempre vê minhas cartas publicadas na Folha e diz que envia várias e jamais publicaram.
Recomendei à minha filha dizer à tia que não se preocupasse não - nem todas as minhas cartas são publicadas. Acho que envio muitas e, ao final, acabo recompensado com um ou outra publicação. E posso dizer que a Folha já recompensou-me mesmo; foram muias cartas publicadas. Minha mulher até resolveu colecioná-las num álbum de fotografia.
Abaixo, uma carta ao Painel do Leitor [, enviada em 14.11, que a Folha não publicou.

Prezados Senhores

em nada me espanta o fato do Ministro da Defesa achar normal que passageiros esperem por vôos por 4, 5 horas, que vôos sejam cancelados em cima da hora.

Afinal o Ministro integra um governo cuja figura maior considera normal o caixa 2 em campanha política.

O partido do presidente considera normal do jogo político pagar mensalão a deputados de outras siglas para obter maioria nas votações.

É um governo que acha normal gastar 280 lanches com seguranças de Lula durante um comício de campanha.
Na mesma normalidade está usar DVD pirata em avião presidencial, usar cartão corporativo para fazer compras mediante notas fiscais frias.

E onde qualquer maracutaia é normal, consumidor ser tratado com todo o desrespeito não poderia ser nada excepcional.

Ainda mais, devem pensar Lula e sua turma, que gente que viaja de avião é elite e ela não merece qualquer complacência de um governo dito popular.



Escrito por Simão Pedro às 09h39
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