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Outras cartas que a Folha não publicou
 Senhor Editor
pelo que sabemos, não é preciso transformar penitenciárias em escolas, como sugere o ex-Secretário Nacional de Segurança Pública. Há muito,
elas se tornaram reconhecidas como universidades do crime.
Enquanto aqui temos a violência nas escolas, lá são escolas da violência. Agora só resta saber se lá, nas penitenciárias, os telefones celulares perturbam tanto o ambiente de aprendizagem como nas escolas do lado de fora.
Atenciosamente
Simão Pedro Marinho
BH, 26/fev/2007
[a foto do Congresso Nacional fou publicada na Revista Veja]
 Senhor Editor
há alguns dias vimos, nos abalávamos com um menino sendo arrastado do lado de fora de um carro e acabando decapitado. Depois, uma jovem de 13 anos morrendo em troca de tiros entre a polícia e os bandidos, outra paraplégica por conta de um tiro nas costas, durante um assalto a banco. E ainda cinco jovens mortos numa escola pública.
Agora vemos jovens na rua, passeatas, faixas de protesto até no Congresso Nacional.  Mas nada dessa movimentação se deve aos fatos da barbárie cotidiana do Brasil. Toda a energia despendida é por causa da visita, ao Brasil, do presidente da nação-império.
Vejo que o povo brasileiro ainda se indigna. Mas com o que não tem a menor importância.
E a barbárie se banaliza, é apenas mais um fato no dia-a-dia do Brasil.
Assim, revelamos ao mundo com o que de fato nos preocupamos. O mundo deve estar estarrecido, estupefato com a nossa indignação sem sentido. E com a nossa acomodação, sem piedade.
Atenciosamente
Simão Pedro Marinho
BH, 10/mar/2007
Senhor Editor
num país no qual toda a escala de valores foi invertida, onde especialmente os graúdos acham que têm direito à impunidade, é possível que sejam atitudes corretas deixar de cumprir o obrigação, forjar atestado médico e ser processado por falsidade ideológica.
Por isso não me espanta que presidente considere correto o ministro da Agricultura que está indicando.
Só espero que no julgamento que a História fará do Governo Lula não se esqueça toda essa "correção".
Atenciosamente
Simão Pedro Marinho
BH, 16/mar/2007
Escrito por Simão Pedro às 10h17
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Cartas que a Folha não publicou

Em 2007, a Folha ainda não publicou nenhuma das cartas que enviei. Acho que ficaram sabendo que eu entraria com pedido de aposentadoria como jornalista, depois de tantos anos contribuindo para esse jornal. E resolveram se precaver de ação trabalhista. 
A seguir algumas cartas enviadas - e rejeitadas ou desconsideradas - em 2007.
 Senhor Editor
Muito brasileiro pagou passagem aérea e viajou, quando conseguiu, às vezes 24 horas depois do horário marcado.
Para acabar com o problema, a ANAC decidiu que as empresas aéreas terão que contar com aviões reserva.
E o que fazem as companhias? Alertam que os clientes pagarão esse custo extra. Em resumo, pagamos passagens para viajar. E pagamos um adicional para garantir que a viagem acontecerá.
Só mesmo no Brasil, o país da piada pronta, como afirma o Zé Simão na sua coluna na Folha de S. Paulo.
Atenciosamente
Simão Pedro Marinho
BH, 05/jan/2007
 Senhor Editor
Cicarelli e o [atual ainda ?] namorado foram para uma praia, espaço sabidamente público, e teriam ali feito coisas que, a meu ver, só cabem num espaço restrito. Alguém filmou - afinal a coisa estava ali, pública - e colocou no YouTube.
Agora uma decisão judicial impede, a pedido do casal exibido, que um brasileiro acesse o YouTube e ponto final. A moça e o [ainda ?] namorado não querem que o povo daqui veja o que andaram fazendo.
Ora bolas, se fizeram em público é porque queriam ser vistos. Ou será que a ex-senhora Ronaldo Fenômeno e o namorado de plantão só querem ser vistos por gente do chamado 1o Mundo, especialmente da Espanha, onde mora o "ex-marido"?
Mas que eles queiram qualquer coisa, vá lá. O que não se pode aceitar é que muitos brasileiros estejam impedidos de ver vários filmes - alguns eu utilizo em aulas - no YouTube porque um casal de exibidos provocou um filme idiota - eu mesmo não me interessei por vê-lo, acredite se
quiser! - e agora busca a Justiça que acha que todos devem pagar por uma imbecilidade de um casal de exibidos e uma esperteza de um cinegrafista. O que o casal parece querer é mais foco na mídia e talvez algum dinheirinho. Mas o que conseguiram foi impedir que vários internautas do Brasil vejam filmes no YouTube.
Em síntese, é quem nada tem com a história que paga o pato. E ainda dizem que é Justiça.
E daqui há pouco haverá cópia daquele vídeo aqui ou acolá - a Internet é de uma dinâmica fantástica. Então, restará à Justiça brasileira proibir que os brasileiros acessem a Internet.
Aliás, uma recado para o desembargador que mandou bloquear o acesso do YouTube a brasileiros: a Internet é do mundo, não existe Internet brasileira.
Em tempo: eu ainda não perdi o acesso ao YouTube. Por isso me sinto mais confortável para reclamar dessa (in)justiça.
Atenciosamente
Simão Pedro Marinho
 Senhor Editor
muito interessante a coluna de Clóvis Rossi, publicada hoje pela Folha de S. Paulo. Interessante como é o habitual quando se trata desse articulista. Mas me permito discordar dele, com todo o respeito que merece.
Ele afirma que a percepção do comum dos mortais brasileiros. quando se fala em reformas no país, é a de que o andar de cima está falando de tunga. "A percepção pode ser incorreta, mas é a visão que se tem da Terra Prometida. Será preciso mais que Moisés para convencer seu povo a perseverar numa direção que não parece a do paraíso", afirma Clóvis Rossi.
Penso que a escumalha, como diria o Elio Gaspari, não pode pensar de outra maneira. Quando deputados, que brecaram o aumento de 5% para as aposentadorias dos mortais, buscam 91% de aumento para seus próprios salários, quando deputado que esteve para ser cassado - e só não o foi por conta de um corporativismo, que mais parece formação de quadrilha - pede a aposentadoria como congressista, certamente em valor que lhe permitirá viver com folga, porque muito maior do que paga a Previdência Social aos mortais, só resta ao povo reconhecer que a Terra Prometida já foi entregue a algumas poucas pessoas; o Paraíso já tem dono. Ao povo resta sobreviver no Inferno.
Atenciosamente
Simão Pedro Marinho
Escrito por Simão Pedro às 10h03
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Formando um ministério
Como vai sendo montado o ministério de Lula para o segundo mandato
No Planalto, Marta Suplicy diz ao presidente que deseja um ministério para si. -" É essencial para a minha carreira política, você sabe.", diz a petista. - "Ora, Marta, vá passear", responde Lula. E, na mesma hora, a ex-prefeita declara: - "Turismo? Aceito!".
Um assessor do Presidente dele se aproxima e avisa: - "Alguns caciques do PMDB estão na sala de recepção. Vieram discutir ministérios". Lula diz ao assessor: - "Manda essa turma plantar batatas." O assessor sai para levar o recado do presidente aos políticos. Logo em seguida, Lula ouve a voz de Michel Temer: - "Combinado. Diga ao Presidente que ficamos com o Ministério da Agricultura."
Um outro peemedebista está em audiência com Lula. O assunto, é claro, é vaga no Ministério. De repente, o deputado espirra. - "Atchim!" Lula, educado, fala: - "Saúde!" Na mesma hora o deputado responde: "Aceito."
Nenhuma dessas piadas é minha. Colecionei em blogs e jornais.
Escrito por Simão Pedro às 09h40
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