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Os números mentem
Outra carta que a Folha de S. Paulo não publicou. Então eu publico. 
 Senhor Editor
o painel do Senado mostrou 35 votos pela cassação de Renan Calheiros. O placar da Folha de S. Paulo, construído com as declarações de voto dos próprios senadores, informa que teriam sido 42 contra o presidente do Senado. Se esses senadores que afirmaram ao jornal que votaram contra Renan são homens e mulheres que não faltam com a verdade, deveriam solicitar - imediatamente - uma perícia no painel do senado.
Afinal, não seria de todo fora do razoável admitir que Renan, depois de ter manobrado a seu favor o Conselho de Ética da casa, ter orientado parecer jurídico e até usado funcionária para "rever" notas taquigráficas, pudesse ter mandado ajeitar o painel de votação ao seu interesse. Se nenhuma providência pedirem, os senadores estarão atestando que mentiram a um jornal e, afinal, ao povo brasileiro.
Alguma mentira, é claro que houve: mentiu o painel ou mentiram homens e mulheres que devem, em princípio, serem tomados como probos.
Escrito por Simão Pedro às 08h54
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Nação de cafajestes
Outra, de ontem, que a Folha de S. Paulo não publicou.
Senhor Editor
a Câmara dos Deputados absolveu mensaleiros, sanguessugas e trambiqueiros.
Agora, o Senado Federal absolve seu presidente, afogado em mentiras, vacas de fantasia, laranjas e negociatas.
Se de fato o Congresso Nacional representa o povo brasileiro, não passamos de uma nação de cafajestes.
Escrito por Simão Pedro às 08h26
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Segredo: necessidade de malandros
A charge de Angeli, publicada pela Folha de S. Paulo, na manhã do nefasto dia em que 40 [De novo, Ali Babá?] desavergonhados inocentaram o amante da gestante, criador de vacas que dão três crias ao ano e investidor em "laranjais" é para ficar perpetuada. Também deverá estar na memória de todos esse negro dia do Senado Federal: 12 de setembro de 2007.

Escrito por Simão Pedro às 08h21
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Carta que a Folha não publicou
Essas são outras cartas que a Folha de S. Paulo não publicou. Tinha me esquecido delas. Agora eu as publico. 
Em 24 /junho/2007
Senhores
governo e operadores de tráfego aéreo abriram guerra. E quem paga o pato?
Os passageiros, a quem é negado o direito constitucional de ir e vir, e as companhias aéreas, que, além do pato, pagam alimentação, hospedagem e leasing dos aviões parados. Enquanto algum juiz não obrigar o Ministério da Defesa e o sindicato dos operadores de vôo a pagarem pelos danos que causam, a brincadeira continuará. E a brincadeira é tamanha, que uma ministra de Estado recomenda que os passageiros vítimas relaxem e gozem e, no mesmo dia em que a Aeronáutica fala em sabotagem dos operadores, o Ministro da Fazenda declara que o caos é sinal da prosperidade do país.
Ah, fala sério!
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Em 26/junho/2007
Senhor Editor
Darwin nos mostrou que os homens descendem do macaco.
Os experimentos com chimpanzés, cujos resultados mostrados hoje na Folha revelam que tais símios são capazes de gestos de altruísmo sem nepotismo, nos indicam que devemos relativizar o darwinismo: todos os homens vieram do macaco, exceto vários
políticos brasileiros.
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Em 02/julho/2007
Senhores
perguntas que não querem calar:
Se o Senador Roriz provar que tem os recursos financeiros suficientes para comprar a novilha de R$ 300 mil, conseguirá se safar do Conselho
de Ética da mesma forma que o senador Renan Calheiros pretende?
A desculpa valeria também para senador do "baixo clero", ou só pode ser considerada quando diz respeito ao presidente do Senado, que teria
andado ameaçando deus e o mundo?
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Em 18/julho/2007
Senhor Editor
resta agora saber se o presidente Lula dirá que nunca antes neste país tantas pessoas morreram por causa de acidentes aéreos em tão pouco tempo.
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Em 30/julho/2007
Senhor editor
os últimos quinze dias foram marcados por muitos gestos que revelam grandeza e insensatez.
Os Jogos Panamericanos do Rio nos permitiram assistir gestos dignos de vencedores, brasileiros orgulhos beijando o símbolo de sua pátria colado em seus uniformes.
Nos uniformes de nossos jogadores foram exibidas fitas negras, num gesto valioso de respeito às vítimas do terrível episódio do vôo JJ3054 da TAM.
Isso tudo não foi, contudo, suficiente para apagar de nossas memórias o gesto indigno de Marco Aurélio Garcia, assessor de Lula registrado e mostrado na televisão.
Contudo, é confortável imaginar que a indignidade é a exceção nesse país.
País que se envergonha de ter seu presidente assessorado por gente como Marco Aurélio Garcia, de quem somente os mais ingênuos poderiam esperar um gesto de dignidade, num pedido de demissão.
Como esperar dignidade de alguém capaz de tal gesto num momento em que o país chorava a morte de quase 200 pessoas?
Lula, vaiado na abertura do Pan Rio 2007, continurá merecedor de apupos enquanto não fizer qualquer gesto para demitir seu mímico assessor.
Escrito por Simão Pedro às 07h55
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