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Fala o que quer, mas ouve o que certamente não quer.
Muitas universidades brasileiras viraram lugar de só se balançar a cabeça para cima e para baixo, concordando com tudo e com todos ... que mandam. Há muitos algumas delas deixaram de ser lugar do pensamento, do direito ao contrário, das opções. O patrulhamento foi matando o pouco que ainda sobrou dos tempos da ditadura. Universidade, para mim, é lugar de balançar a cabeça para cima e para baixo ou para os lados, concordando ou discordando, mas exercendo o direito inalienável de pensar o que se quer e expor o que se pensa. Mas ontem a Unversidade Columbia, em New York, deu um show, mostrando que ainda existem lugares onde o direito de se expressar permanece intocado, qualquer que seja o pensamento. Mas que também haverá a manifestacão oposta e que, assim, quem disser o que quer, deverá estar preparado para ouvir o que vier. O presidente do Irã, afinal um inimigo dos Estados Unidos, ali esteve ontem. Certamente falou o que pensa, afinal estava alí para isso, e disse toda a bobagem a que tinha direito. E não se pode esperar muito de quem afirma que o Irã não fez uma revolução para ter uma democracia, que a onda da revolução islâmica em breve atingirá todo mundo [olha o tsunami aí, gente] que Israel deve ser apagado do mapa e que o Holocausto não existiu. Falou ontem o que quis, certamente. Mas teve que ouvir do Reitor, Lee Bolinger, que ele, Mahmoud Ahmadinejad, "exibe todos os sintomas de um ditador insignficante e cruel". E, de forma muito semelhante ao que acontece em faixas tropicas, culpou a imprensa pelo que houve.
O vídeo do fórum com Ahmadinejad na Universidade Columbia está on-line. É só clicar aqui.
Escrito por Simão Pedro às 19h07
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Sobre homossexuais e mulheres
"No Irã não há homossexuais", declarou o presidente daquele país, Mahmoud Ahmadinejad, ontem em New York. E, completou ele, as iranianas são as mulheres mais livres do mundo. Acredite se quiser. Para muitos esse seria o paraíso. Mas eu prefiro ir ficando por aqui mesmo.
A caricatura é do site Cox & Forkum Editorial Cartoons.
Escrito por Simão Pedro às 18h55
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E o galo vai descendo do poleiro
Escrevo este post quando o Galo toma de 2 do Internacional, aos 26 minutos do 2o tempo. Existe mesmo chance do meu time entrar, hoje, na zona de rebaixamento; basta que ele não desconte em cima do Colorado gaúcho e algum time vença o jogo em Curitiba, mais tarde. E se entrarmos no G4 de baixo, meu coração parece querer me avisar que ficaremos ali, com enorme chance de descer - de novo - para a série B. Já pensei em viver todas as emoções com um time que não tem time, com batedores de penaltis que não marcam de jeito nenhum. Se não fosse por Coelho, estaríamos hoje com 4 pontos a mais e muito sufoco a menos. Hoje o Marinho ajudou a afundar o Galo quando deixou de marcar uma penalidade máxima no 1o tempo, quando o jogo estava 0 X 0. Sem contar aquele gol feito que perdeu aos 6 minutos da 1a. etapa. Mas de todas as emoções que pensei viver com o Galo, jamais me ocorreu a perspectiva de tentar ser bi-campeão da série B, algo que seria inédito no campeonato nacional. E se o Galo cair, passando o seu Centenário na Segundona, me prepararei para vê-lo voltar para a série apenas em 2010. Não sou otimista a ponto de achar que é fácil descer num ano e subir no ano seguinte. Ainda faltam uns 22 minutos para esse sofrido jogo acabar. Irritado com uma torcida que vaia e canta olé para o adversário [mas torcedor de verdade não faz isso], ainda tenho esperança de pelo menos um empate. Um olho no laptop e outro na tela do TV onde assisto o jogo no Premiere Futebol Clube. Mas é claro que o coração estará a 1.000 esperando uma vitória que parece impossível, mas lembrando que tudo é possível com o Galo.
O escudo do Galo é do site do Depto. de Engenharia e Petróleo da Unicamp.
Escrito por Simão Pedro às 16h43
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