Netizen 2 - Porque o blog não pode parar


Acessório de pobre

 

Acessório de pobre
É o que são as algemas no Brasil, segundo Eliane Cantanhêde, em sua coluna hoje na Folha de S. Paulo, ao falar de bandidões e bandidinhos.



Escrito por Simão Pedro às 19h12
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Hoje morreu um dos maiores atleticanos

Hoje faleceu, em São Paulo, um cunhado de minha dona.
Pena que não conseguiu ver o Atlético numa situação confortável no Brasileirão 2008.
Clóvis - era esse o seu nome - talvez fosse o único sujeito que assinava o pay-per-view do campeonato mineiro em São Paulo. Ele não perdia um jogo do Galo, o único time para o qual torceu em sua vida, encerrada quando se aproximava dos 73 anos.
Deveria ser enterrado com a bandeira do glorioso time mineiro. Certamente ele merece essa honra mais do que muita gente.
Morreu sem que o Atlético soubesse dele. Mas certamente morreu orgulhoso de ter sido um atleticano. Deixará imensas saudades.
O Galo perdeu um de seus mais apaixonados torcedores. E o céu ganhou uma enorme estrela.
Que lá de cima Clóvis possa dar uma mãozinha para que o Galo coloque outra estrela acima do seu escudo.



Escrito por Simão Pedro às 18h56
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Galo. Quase lá ....em baixo.

Sempre digo que sou capaz de prever o passado. Tanto é que no domingo passado eu disse, no blog, que se continuasse jogando o seu atual futebol, o Atlético entraria na zona de rebaixamento do Brasileirão na rodada de ontem, quando teria pela frente o temível Internacional, no seu reduto, o Beira-Rio, onde o meu time não ganha há 22 anos. Meu receio era a derrota para o Colorado gaúcho e uma vitória do Fluminense, resultados que combinados jogariam o Galo para baixo.
Como era razoável prever, o Galo perdeu mais uma. Mas foi por pouco que não ficou no 17o lugar. E o interessante é que o Fluminense sequer subiu.
O Atlético só não entrou na zona de rebaixamento graças ao suado empate que o Vasco arrancou, jogando no seu próprio estádio, São Januário, contra o Goiás. Se esse jogo no Rio tivesse terminado sem descontos, o Galo estaria agora no G4 ... de baixo. Ufa!
Como nada vaticino, me cabe esperar apenas que a sorte, sopre de onde for, nos bafeje de novo no domingo. E vamos com tudo - ou quase tudo, já que Danilo se mandou para o México - contra o Coxa que ontem quebrou a invencibilidade do Flamengo em jogos fora de casa no campeonato brasileiro este ano.



Escrito por Simão Pedro às 18h29
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Complexo de inferioridade

Em uma semana, o Galo disputou 9 pontos no Mineirão; ganhou apenas 2.
Com certeza enfrentou "pedreiras". Afinal eram três dos então melhores colocados, todos na chamada "zona da Libertadores": Palmeiras, Flamengo e Cruzeiro
O Galo poderia ter massacrado o Porco. Afinal, jogou bolou para valer no 1o. tempo. Se o "Renão" marcasse aquele penalti, a história seria outra. Mas ficamos no 1x1.
Depois veio o Urubu. Contra o Flamengo, o Galo fez um segundo tempo de alta qualidade. No final, novo empate; de novo 1X1.
Hoje, contra a Raposa, o Galo fez um jogo medíocre.
E quando tudo parecia indicar que seria mais um resultado de 1x1, a defesa bobeou [foi a segunda bobeada no jogo] e o sempre esperto Ramirez marcou o gol da virada.
Perdemos - pela terceira vez em seguida em 2008 - para o "eterno" rival.
Perder, dirá qualquer um, é parte do jogo.
Mas o que me irrita - além de ver um Petkovic escalado apenas pelo nome e mal se arrastando em campo - é ver com o futebol do Atlético praticamente desaparece quando aparecem as camisas azuis na frente.
Vejo o Galo com sinais de um complexo de inferioridade em relação ao Cruzeiro.
Isso só leva um time para o buraco.
E na 11a rodada do Brasileirão 2008 estamos a um passo dele. O Galo, imagino, deverá fechar essa rodada em 16o, num definitiva "ladeira abaixo".
Se continuar como está, o Galo entrará na zona de rebaixamento na próxima rodada, quando terá pela frente o temível Internacional, no seu reduto, o Beira-Rio.
Lá na zona do rebaixamento está o Fluminense, mas doido para deixar aquela "zona maldita".
E ganhando uma atrás da outra depois que o time titular voltou, logo, logo o tricolor do Rio deixará um lugar para o Galo no grupo dos quatro últimos.
Alguém poderá dizer que estou pessimista, afinal existem times que estão pior que o Galo na tabela.
Penso que não sou pessimista. Lamentavelmente me vejo mais como um realista. Porque sei que Fluminense e Santos, que estão na turma de baixo, têm muito mais time que o Galo. E o glorioso já não conta com um técnico como Leão, fraco sob muitos aspectos, mas capaz de fazer, no emocional, um time medíocre ficar invicto nas 10 últimas rodadas do Brasileirão 2007 e acabar na zona da Sulamericana.
Que Deus tenha compaixão de nós, atleticanos sofredores.



Escrito por Simão Pedro às 19h26
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Sobre homens, alguns mais mortais que outros, e supremos juízes

Antológica também é a coluna de Eliane Cantanhêde, publicada na Folha de S. Paulo de hoje 

Dois homens, uma sentença

O problema é que o povão está cansado de lero-lero e de ver os
céus coalhados de gaviões e as gaiolas entupidas de pardais

Desde o regime militar não se ouvia falar tanto no "Estado democrático de Direito". Antes, clamando a sua volta. Hoje, usando seu santo nome em vão.
Ao conceder habeas corpus para o banqueiro Salvatore Cacciola, em 2000, o ministro do Supremo Marco Aurélio Mello disse que decidia "tecnicamente". Cacciola voou pela janela e foi curtir a vida na Itália. Se não fosse passear em Mônaco, estaria livre, leve e solto até hoje.
Agora, ao conceder habeas corpus duas vezes para o banqueiro e muitas outras coisas Daniel Dantas, o ministro Gilmar Mendes corre o risco de o novo pássaro, mesmo sem ter a cidadania italiana, também voar. Mais vale um pássaro na gaiola do que dois voando, especialmente em direções contrárias: um voltando, outro fugindo.
Nos dois casos, Mello-Cacciola e Mendes-Dantas, suas excelências sacaram erudição e conhecimento jurídico. O problema é que o povão está cansado de lero-lero e de ver os céus coalhados de gaviões e as gaiolas entupidas de pardais.
Daniel Dantas, Celso Pitta e Naji Nahas foram colocados atrás das grades sob euforia pública, mas três dias depois o foco já tinha se desviado deles, ou do que eles significam, para a guerra de guerrilhas entre Judiciário e Executivo, Supremo e Polícia Federal.
O curioso é que Marco Aurélio e Gilmar Mendes, ex e atual presidente do Supremo, são adversários viscerais há anos. Mas dão a mesma sentença e libertam personagens de currículos controversos, milionários e inimigos da opinião pública com a mesma justificativa: o fundamental é cumprir a lei. Se a lei não é boa, dizem, mude-se a lei.
Então, mude-se a lei! Porque há uma distância monumental entre as alegações jurídicas e o desejo sufocante da sociedade por justiça real, ética, igualdade. Que vingue o Estado democrático de Direito, desde que... a lei valha para todos - os que têm banco e os que dormem embaixo do banco.



Escrito por Simão Pedro às 12h24
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Labirintite e porta giratória

Fatos de uma semana pródiga em vai-e-vém de presos, num entra-e-sai quase infinto, com juízes da primeira instância e do Supremo numa quase beligerância, manifesta em mandados de prisão e em habeas-corpus, proporcionaram a Jean e Angeli inspiraçãp para charges que me parecem antológicas.


Charge de Angeli, na Folha de S. Paulo, em 13 de julho de 2008


Charge de Jean, na Folha de S. Paulo, em 12 de julho de 2008.



Escrito por Simão Pedro às 12h22
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Love Story

 

Recebi da minha dona um álbum com história ilustrada de amor.

Como sempre digo, penso que o importante não é que eu seja amado pelo que sou, mas apesar do que sou.



Escrito por Simão Pedro às 11h59
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Voltando ao blog

Mais de um mês sem postar nesse blog. Falta de assunto? Falta de tesão para escrever? Não, nada disso. A mais absoluta falta de tempo é a razão.
Volto a "blogar" por conta dos eventos da semana que se findou, com o vai-e-vém de presos, show explícito de algemas, briga entre magistrados.
Espero logo encontrar tempo para pelo menos colocar aqui as minhas correspondências para a Folha de S. Paulo, para seu Painel do Leitor, que jamais foram publicadas.
Aliás, um painel do leitor tem sido pouco de nós, os leitores.
A propósito, afirma o ombudsman da Folha, em sua coluna de hoje:
"Vou tratar de três situações em que os leitores, a meu ver, estão absolutamente certos, e a Folha não percebe.
Uma é o "Painel do Leitor". A seção, diz o próprio nome, é do leitor. Mas é comum que seu espaço seja consumido por personagens de notícias ou seus assessores. Seria muito melhor para todos se essas opiniões constassem do noticiário, como "outro lado". Ou que se criasse uma nova seção para abrigá-las. Mas o jornal demonstra preferir continuar impingindo ao leitor, que gasta seu tempo para escrever cartas, a frustração de vê-las omitidas.
"



Escrito por Simão Pedro às 11h36
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