Complexo de vira-lata
Nas últimas rodadas do Brasileirão 2008, o Atlético andou rodando a zona de rebaixamento. Chegou a entrar nela no sábado passado, mas saiu quando derrotou, de virada, o Coritiba. Ontem seu arquirival, o Cruzeiro, ajudou que ele chegasse lá, ao ser derrotado, em pleno Mineirão, pelo Goiás.
Entretanto o Galo poderia se safar ontem mesmo: bastaria ganhar do Botafogo. Seria uma façanha, que não faz há sete anos. Mas bateu, de novo, o complexo de inferioridade. E o Galo caiu de quatro. 4 X 0 para o clube da estrela solitária, que o derrubou nas duas últimas versões da Copa do Brasil. E não é preciso muito esforço para perceber como é ruim esse time do Rio de Janeiro. Façanha mesmo foi a do César Prates. Ele conseguiu, aos 30 segundos de jogo, cometer um penalti. E, claro, recebeu o cartão amarelo. No segundo tempo, novo cartão amarelo e a expulsão. Que não foi única: Yuri fez besteira e Leonardo Gaciba não perdou: rua, cartão vermelho direto. O Galo terminou com 9 jogadores. E acomodado na zona de rebaixamento: é o primeiro ... dos quatro últimos. Mesmo que ganhe no domingo do embalado Vitória, poderá ainda permanecer no G4 ... de baixo. E a chance de estar lá é enorme. Afinal Galo, o técnico, sem opções de ataque, tendo que colocar Marques em campo é sinal de que as opções não existem. Esse "ex-jogador em atividade", lembrando do que foi chamado Romário, definitivamente só faz número. Pode até ter um lampejo de craque, mas seu futebol ficou no passado. Ou no Japão. O Galo, seja o técnico, seja o time, parece ter quer depender de Petkovic, um "jovem" de 35 anos de idade. Isso mostra a pobreza do elenco. Que Deus tenha misericórdia dos atleticanos no ano do centenário do Galo, ex-forte e agora um eterno perdedor.
Escrito por Simão Pedro às 10h43
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