Netizen 2 - Porque o blog não pode parar


O pirata e o papagaio

O resultado do primeiro turno da eleição para prefeito de Belo Horizonte certamente foi surpresa para muitos. O candidato do PSB - "patrocinado" por Aécio Neves, PSDB, governador, e Fernando Pimentel, PT, prefeito - deveria ter "massacrado" seus oponentes. Mas passou apertadinho para o segundo turno. Surpreendentemente Leonardo Quintão chegou na disputa.
Mas alguns jornais e comentaristas políticos, especialmente na TV, se equivocaram quando afirmaram que Hélio Costa teria sido o verdadeiro vencedor nesse primeiro turno.
O atual ministro das Comunicações nada fez para que Leonardo desse a arrancada espetacular - que ninguém pode negar- e chegasse ao segundo turno coladinho no "favorito".
Somente quando as últimas pesquisas mostravam o avanço do candidato do PMDB, o ministro do blá-blá-blá de Lula começou a dar uma de "papagaio de pirata" e apareceu nos ombros de Leonardo Quintão, especialmente no dia da eleição.
Hélio "de costas" quis se mostrar ao povo como o grande vencedor de uma batalha da qual sequer participou de fato.
Quintão chegou lá por méritos próprios, ao mudar inteligentemente os rumos da sua campanha.
E, claro, porque boa parte dos eleitores de BH " pagou para ver".
Mal começou a luta pelos votos que - agora sim - decidirão quem governará a capital do mineiros e o que constato é que os padrinhos e o "pseudo-padrinho" desapareceram de cena.
Alguns petistas já me parecem convencidos da derrota. Aécio foi proibido de aparecer na campanha - e se Márcio "levar chumbo", isso não lhe será de todo mal. O ministro "ex-Globo" deve estar esperando pelas prévias para decidir se aparece ou não. Aparecerá, sem dúvida, se Leonardo ganhar, querendo ser ele o grande vencedor.
Pelo que ouço nas ruas, Leonardo Quintão pode mesmo ganhar. Se ele for eleito, o PMDB será também vencedor.
Mas definitivamente nada disso será por obra e graça de Hélio Costa; 
não terá sido o "papagaio" que elegeu o "pirata". Nem será vitória de Patrus e Luiz Dulci que, claro, vbrarão com a derrocada do correligionário Pimentel.
Para não haver dúvida: não votei em Leonardo Quintão, nem em Márcio Lacerda. FFiz simplesmente o que a conciência mandou: anulei o voto.


Escrito por Simão Pedro às 14h10
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Esta carta a Folha publicou

 
Senhor editor
 
talvez para os próximos jogos olímpicos o Brasil não deva ter favoritos. Afinal, em Pequim, os nossos "favoritos" vão, um após o outro, "caindo do cavalo".
Mas precisamos mesmo é cair real. Olímpiada ainda é passeio para a maioria dos nossos atletas.
Que sejamos esportivamente fortes antes de querer sediar esses jogos.
Ou será que os nossos dirigentes esportivos e vários governantes acreditam que ser séde dele é caminho garantido para muitas medalhas?
 
Atenciosamente
Simão Pedro Marinho
BH, 17.08.2008


Escrito por Simão Pedro às 14h01
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Outras cartas que a Folha não publicou

Cassino, brincadeiras - 01/10/2008
 
Senhor Editor
 
deve ser muito monótona a vida do dinheiro do Tio Patinhas, para sempre guardado num confre que praticamente não se abre.
O dinheiro dos que o têm prefere vida mais agitada. Por isso se diverte nas bolsas, um cassino frenético que dura 24 horas por dia.
O dinheiro brinca de subir e descer, ao sabor de fatos ou de boatos, vivendo numa eterna montanha russa.
Capitais crescem, encolhem, engordam, emagrecem, como as imagens naquelas salas de espelhos de parques de diversão.
Enquanto dura o baile numa "Ilha Sem Fiscal", o povo rala para pagar as contas da brincadeira.
E não importa onde o dinheiro brinque, os trabalhadores do mundo terão que pagar pelo dinheiro que o dinheiro perdeu.
 
Atenciosamente
Simão Pedro Marinho
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Uma nova lição. Será que agora Alckmin aprende? - 06/10/2008
 
Sr. Editor
 
será que agora Alckmin aprendeu que não basta impor suas vontade e vaidade ao seu partido para realizar os seus projetos políticos pessoais?
Pela segunda vez o povo lhe disse não. Apesar do PSDB ter lhe dito sim, contra uma - se é que existe - lógica política.
Ou em 2010 se imporará de novo, seja para candidato a governador, seja para a presidência, com chance de levar o PSDB a uma nova derrota?
Será que o anestesiologista se tornou um homem insensível à realidade?
Fico assustado.
 
Atenciosamente
Simão Pedro Marinho
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Crise: tsunami e marolinha
 
Senhor Editor
 
o Presidente da República há poucos dias dizia, ufanisticamente, que a crise econômica era um tsunami nos Estados Unidos mas que aqui não chegava a ser uma marolinha; não daria sequer para pegar prancha.
Penso que passa da hora de Lula vir a público dizer a razão pela qual, em tamanha calmaria, seu governo não pára de "jogar bóia" para os "surfistas do mercado".
 
Atenciosamente
Simão Pedro Marinho


Escrito por Simão Pedro às 13h58
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Algumas da minhas cartas que a Folha de S. Paulo não publicou

Tenho escrito muito pouco neste blog. Certamente não é por falta de assunto. É que, com o tempo escasso, quando se trata de "blogar" tenho dado preferência ao meu blog que trata do assunto do meu trabalho cotidiano: tecnologias digitais na educação.
E como esse blog foi vinculado, pelo MEC, ao seu Portal do Professor, me vejo na obrigação de "alimentá-lo" prioritariamente em relação aos muitos outros blogs que tenho.
Contudo, apesar da escassez de minutos, segundos, aindo encontro tempo para enviar cartas ao Painel do Leitor, do jornal Folha de S. Paulo. De vez em quando eles publicam uma carta.
Em dois posts trago, hoje, uma coleção das cartas não-publicadas. Pelo meu blog eles acabam públicas.
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Auxílio funeral - 07/05/2008
 
Senhor Editor
 
sirvo-me desse Painel do Leitor para ensinar ao deputado Sërgio Sampaio de Almeida algumas providências para quando morrer um seu colega da Câmara.
O nobre congressista parece acreditar que os seus colegas que passam dessa para uma melhor não têm familiares ou amigos que possam cuidar de seus corpos e se vê com essa missão. Assim, deve buscar saber bem o que fazer.
Como a preocupação do deputado é com o destino dos corpos dos representantes do povo, que tal então que eles sejam enterrados no mesmo cerimonial da maioria do povo que representa?
Encontrado o corpo, chama-se o rabecão. Depois o defunto é encaminhado para uma
funerária, ligada a alguma Santa Casa, como é freqüente, compra-se um daqules caixões bem baratos, algumas ripas e pano simples, geralmente de cor roxa, e se enterra o finado em uma terra seca onde haverá no máximo uma pequena cruz branca
lembrando que ali jaz um corpo. É simples, rápido, barato.
Achou pobre a minha sugestão, senhor deputado? Darei outra.
Chame os financiadores de campanha do deputado falecido e a eles entregue o corpo do colega, dizendo: "Vocês o carregaram até aqui, lhe garantiram chegar a essa Casa.
Agora cuidem de fazê-lo chegar na morada eterna".
Viu, nobre e mortal deputado? Soluções baratas para o contribuinte brasileiro. E o seu colega repousará para sempre, como qualquer outro mortal.
 
Atenciosamente
Simão Pedro Marinho
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Cargo fantasma - 24/05/2008
 
Senhor Editor
 
no dia em que o Brasil perde o senador Jefferson Péres, um ser ético, o ministro Hélio Costa afirma que seu filho, flagrado por receber salário do senado sem trabalhar, pedirá demissão do cargo fantasma por ser um "jovem de caráter irreparável".
Engraçado é que essa retidão de caráter só se manifesto depois que jovem foi pego com a mão na botija.
O minitro vai além, afirmando que seu filho foi atingido de forma brutal
no episódio no qual a Folha denunciou a mamata. Atingido é o povo brasileiro que pagou a conta.
A situação é tão estranha, para dizer o mínimo, que o filho do ministro foi empregado de vários senadores sem, ao que parece, jamais ter trabalhado para qualquer um deles. Afinal é isso o que, reporta a Folha, consta da nota do próprio ministro-pai. 
Pois é, no mesmo dia em que Brasil sério chorava a perda de um baluarte da ética e da honestidade pública, o ministro das Comunicações parece querer que o país ria, em sonoras gargalhadas. Ou será que vê o povo dessa terra como um amontoado de imbecis, capazes de crer em tudo?
Haja paciência. Pobre gente da Terra Brasilis.
 
Atenciosamente
Simão Pedro Marinho
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Algemas, tubarões e piabas - 13/07/2008
 
Prezado Editor
 
na mesma semana em que um político foi filmado recebendo de pijamas a PF, um suspeito de cobrança de propina a camelôs em São Paulo foi mostrado, pela televisão, sendo preso em um motel.
A prisão do ex-prefeito foi motivo para uma revolta de congressistas. Por outro lado, nenhuma voz se levantou do Congresso para protestar contra a exposição pública daquele cidadão preso logo após uma noite num "templo do amor".
No episódio da prisão de envolvidos com suborno em São Paulo vi pela televisão uma sucessão de imagens de denunciados na operação portando algemas, tentando ocultá-las com blusas, camisas. Mas não ouvi vozes de protestos vindas da Câmara ou do Senado.
Tudo na mesma semana na qual vários congressistas subiram às tribunas ou se colocaram sob holofotes da mídia para denunciar a PF por algemar suspeitos no caso da prisão de Daniel Dantas e outras figuras "importantes".
Pelo visto, no oceano da ilegalidade e no mar da impunidade que banham o Brasil, algemas em tubarões é espetaculosidade; em peixes pequenos é patente necessidade.
 
Atenciosamente
Simão Pedro Marinho
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Paridade salarial - 25/07/2008
 
Senhor editor,

parece que o desembargador Paulo Dimas de Bellis Mascaretti, em sua justa defesa
dos salários dos colegas magistrados, comete um equívoco em seu artigo publicado hoje,
pela Folha, em "Tendências/Debates".
Pergunte aos professores de nossas escolas públicas e quase certamente não haverá - e se houver serão poucos - aquele que deseja a redução dos altos [pela realidade
brasileira] salários da magistratura.
O que qualquer profissional da educação básica deve desejar é uma paridade salarial
com os juízes.
O digno desembargador afirma ter "plena ciência das responsabilidades de ambas as carreiras" e publicamente reconhece "a relevância das funções desempenhadas pelos
profissionais" do magistério e da justiça.
Relevância e responsabilidade iguais não seriam motivos sérios para a paridade salarial?
E, com um detalhe a mais, se não houvesse ao menos professores alfabetizadores, não teríamos juízes e muito menos magistrados.

Atenciosamente
Simão Pedro Marinho
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Ciclo Olímpico - 25/08/2008
 
Senhor Editor
 
o Brasil completa mais um ciclo olíimpico. Nossos atletas têm desempenho pífio, o povo reclama, a promessa de CPI e outras investigações sobre os gastos com os esportes, gastos que não se traduzem proporcionalmente em medalhas, dedos em riste apontam para os dirigentes esportivos, os políticos que desfilaram na cidade sede desaparecem ou mais nada falarão
sobre os jogos. Afinal de contas, numa antes na história desse país .....
Ao mesmo tempo, promessas serão feitas. Governantes garantirão uma nova política para o esporte, integrando-o efetivamente na formação escolar, bolsas para atletas serão criadas, o discurso de que dessa vez mudaremos  tudo retumbará.
Mas em breve tudo estará esquecido.
E em Londres, daqui a 4 anos, certamente teremos atletas indo quase que a passeio, no quadro de medalhas estaremos competindo com países como Jamaica, Nigéria e Quênia, políticos e dirigentes esportivos desfilarão com o financiamento do povo, que ficará aqui torcendo, ainda que no fundo convencido de que não somos e jamais seremos potência esportiva.

Atenciosamente
Simão Pedro Marinho


Escrito por Simão Pedro às 12h46
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