A Folha não quis publicar algumas das minhas cartas. Oh dó!
Cartas enviadas para o Painel do Leitor do jornal Folha de S. Paulo e jogadas no "e-aterro sanitário" do ciberespaço. Senhor Editor
Eliana Tranchesi, rica, poderosa, branca, não sei quanto à cor dos olhos, foi condenada a quase um século de prisão por lesar o erário público. Terá que ir para a cadeia por ficar para si com dinheiro que seria do povo. Finalmente gente graúda é condenada nesse país, pensarão e dirão muitos. Afinal, podemos confiar na Justiça brasileira, eles bradarão. Mas só soltarei foguetes quando a turma do Mensalão, os caras das cuecas recheadas e os aloprados também tiverem recebido suas penas. Nesse dia, aí sim, haverá justiça para todos. Atenciosamente, Simão Pedro Marinho Em 28.03.09
Senhor Editor
se o filme "Lula, Filho do Brasil", de Fábio Barreto, mostrar o valor da aposentadoria do presidente como perseguido político, coisa que ele jamais foi, com certeza fará muito aposentado chorar. De inveja. Atenciosamente Simão Pedro Marinho Em 29.03.09
Senhor Editor o nosso Congresso parece estar de implicância com o povo que o elege e o sustenta. Incomodados por estarem sendo chamados para explicar esse "sorvedouro" de dinheiro do povo, reagem criando mais contas para que o povo pague. A Câmara quer aumentar o número de vereadores. O Senado decidiu aumentar o número de deputados. Os novos deputados representarão os brasileiros que estão no exterior. Imagino que esses "dignos representantes" dos brasileiros ausentes terão direito a contratar empregada doméstica no exterior, receberão ajuda de custo para manter seus escritórios de representação lá fora e, claro, 30 passagens aéreas internacionais por mês para visitarem as bases. Quem sabe, ao invés de construírem castelos, receberão auxílio moradia que lhes permitirá comprar um já pronto, no Vale do Loire, por exemplo. Possivelmente terão pagas as contas dos telefones celulares, "gordas" por causa de ligações internacionais. Resta apenas saber até quando durará a semvergonhice do nosso mais alto legislativo. Afina,l a farra que fazem os nossos despudorados congressistas tem que ser pagas por seus humildes e pobres "representados". Atenciosamente Simão Pedro Marinho Em 02.04.09
Senhor Editor
recém-chegado aos 60 anos, confesso que me vejo cansado de ler em jornais e ouvir em rádios e televisão sobre as mazelas dos representantes do povo. Já são décadas de notícias sobre falcatruas, o desonroso uso do cargo público. Com pequenas variações, sai um ator, entra outro, e a ópera bufa continua. Já não aguento mais castelo, jatinhos fretados, centenas de diretores com salários que soam como gozação do povo que os banca, uso irregular do celular, fantasmas muito bem pagos, gráfica oficial imprimindo propaganda pessoal de políticos, empregadas domésticas pagas com dinheiro público, mensalão, segurança do congresso tomando conta de casa de senador, no estado onde nasceu e não por onde foi eleito, reforma de apartamento funcional que custa quase que o preço de um imóvel novo, farras com um dinheiro que também é meu, desvio de dinheiro público aqui e acolá. E, o que é pior, estou saturado de ver o olhar cínico de quem nada vê quando se trata de pegar colega e arrancar-lhe o mandato que exerce de forma espúria, indigna. Aliás, como o sprit du corps fala alto em nossas casas legislativas. Todos são amigos, camaradas quando se trata de punir os que faltam com seus compromissos. Mas é óbvio. Como podem querer punir se têm o rabo preso. Cansei de levar "pancada" dessa gente velhaca. Velhaca, assim mesmo, sem aspas. Estou cansado de tanto desaforo jogado em minha cara. O que preciso urgentemente saber é o que pode ser feito para acabar com isso. Esperar que o povo resolva o problema me parece uma enorme tolice. Um povo que reconduz ao Congresso pessoas atoladas em falcatruas no mínimo até o nariz continuará apenas a pagar a conta desse escárnio que lhe fazem os seus indignos representantes. Jamais dará jeito neles. Afinal, esse país toma jeito ou não?
Atenciosamente Simão Pedro Marinho em 09.04.09
Escrito por Simão Pedro às 12h20
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Ele é o bom é o bom, é o bom
Obama, na reunião do G20, disse, referindo-se a Lula: "That's my man right here". Com o inglês que aprendi, eu diria que ele estava dizendo algo do tipo: "Esse aqui é meu chapa". Mas o tradutor e outros bajuladores, espertamente, entenderam que ele dizia que Lula era O Homem, O cara. Espertinhos os bajuladores, não? Nem perceberam - ou fingiram que não - a gozação do Obama na continuidade de frase: "Love this guy. He's the most popular politican on earth. It's because of his good looks." Do mesmo modo que ri da "tradução por conveniência", li do restante da frase - eu diria que esse Obama é o maior Barack, né? - e do Zé Simão, em sua coluna, ontem, na Folha de S. Paulo" E gostei de uma carta que Carlos Gaspar, de São Paulo/SP, enviou para o Painel do Leitor do mesmo jornal e que foi publicada hoje.
Do Zé Simão
E o Obama em Bagdá, hein? A TV Vale Tudo mostra o sucesso do Obama em Bagdá. Os soldados gritavam: "Obama! Fala do Lula". "Por que a dona Marisa não veio?" "É verdade que ele tem bafo de urubu?" E o mais exaltado gritou: "Eu quero abraçar o homem que abraçou o Lula".
Do Carlos Gaspar
Confirmado. O Banco do Brasil, que era o banco do Paulo, da Maria, do José, é agora o 'Banco do Cara"'
Escrito por Simão Pedro às 11h32
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