Netizen 2 - Porque o blog não pode parar


Outra carta que a Folha não publicou.

Senhor editor
 
além de ocultar o ilícito, o indevido, a pilhagem do recurso público, o escambo, haveria razão para uma casa de representantes do povo ter atos secretos?
 
Atenciosamente
Simão Pedro Marinho
Belo Horizonte, 12 de junho de 2009


Escrito por Simão Pedro às 11h56
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Eu escrevi, mas a Folha não mostrou para seus leitores

Senhor editor

pegos com a mão na cumbuca, senadores e deputados deram um jeito de oficializar as maracutaias.
Regulamentaram o uso de passagens aéreas, pagas, em sua maior parte, por gente que jamais entrou
ou entrará em um avião, pobres que se permitem no máximo viajar de ônibus por estradas esburacadas.
Como pegaria mal só ajeitar as coisas para que a parentada possa viajar de graça, legalmente, ou para
que o fretamento de jatinhos com a grana da plebe esteja autorizado, espertamente os nossos nobres congressistas arrumaram uma redução nas cotas das passagens.
Vão-se alguns anéis, permanecem os dedos. E ilude-se o eleitor. Claro que contarão que o povo se lembre
dessa economia que fizeram do dinheiro público quando pedirem votos em 2010.
Sarney, Michel Temer e suas turmas, comensais de um decadente congresso, mostram que apreenderam o sábio conselho político do nobre sicialiano decadente, Príncipe Fabrizio Salinas, no livro de Lampedusa e no filme homônino "O Leopardo": “As coisas têm que mudar, para que permaneçam as mesmas”.

Atenciosamente
Simão Pedro Marinho
Belo Horizonte, 11 de abril de 2009
Senhor Editor
 
há não muito tempo usou-se a desculpa da expectativa de direito para se tungar tempo de aposentadoria de trabalhadores no Brasil, aqueles que bancam as farras de deputados e senadores.
Não seria o caso de considerar as passagens aéreas às quais fazem juz nosso nobres congressistas como uma expectativa de direito?
Direito adquirido seria a passagem emitida, com data marcada para a viagem, em nome do parlamentar.
Assim, não haveria esse acúmulo de passagens não emitidas que vira crédito que, depois, é utilizado para parentes e amigos passearem às custas de um povo pobre.
Aliás, se a cota de passagens é para atividades parlamentares, por que esposas, namoradas, viúvas, filhos viajam de graça?
Ou será que os congressistas, que parecem definitivamente alienados, decidiram que parente de parlamentar, parlamentar é.
Família é coisa sagrada. Mas levar parentes para qualquer lugar com passagens pagas pelo contribuinte é ilegalidade, como bem alertou o Ministério Público Federal. E, pior que isso, é uma ofensa à dignidade do contribuinte.
Já é hora de dar um basta nesse butim.
 
Atenciosamente
Simão Pedro Marinho
Belo Horizonte, 18 de abril de 2009
Senhor editor
 
fantásticos os quatro critérios que Marcelo Coelho, colunista da Folha, oferece aos pais que desejam escolher uma escola para os filhos em tempos de ENEM.
Não sei a realidade em outros municípios, mas aqui em Belo Horizonte ficamos sabendo que existem escolas particulares que buscam tirar, de outras, os seus melhores alunos e só enviam os bons para o exame.
Eles ajudarão na conquista da boa nota no ENEM, o que garantirá mais alunos.
Ao mesmo tempo, vão como que "convidando para sair" os seus alunos que se revelam "fracos". As escolas fazem uma espécie de "eugenia pedagógica".
Em um processo em que buscam os melhores dali e afastam os piores daqui, me dão mostra de que não são espaços de educar, de preparar para/na vida.
Não passam de preparadores para exames, escolas de treinadores e treinados.
O que importa a algumas escolas é, estrategicamente, ir criando condições para aparecer bem no ENEM, uma garantia para que, no ano seguinte, não perderão alunos e ainda atrairão outros.
E essas escolas são ajudadas pelo caráter não-obrigatório do ENEM. Assim, se permitem escolher os mais preparados para prestar o exame. É preciso garantir a boa nota, a posição destacada, ainda que sob um certo véu de falsidade.
Não sei como elas ficarão no ranking do ENEM quando todos os alunos, sem exceção, precisarem prestar o exame, o que não demorará muito por causa do novo vestibular proposto pelo MEC. 
Então, possivelmente teremos um quadro mais verdadeiro sobre a qualidade de nossas escolas, qualidade essa que elas devem principalmente aos seus alunos.
Até lá, os pais que podem pagar as mensalidades usarão apenas o ENEM como o indicador na escolha da escola dos filhos. Ou, se forem inteligentes, ao menos associarão os quatro critérios de Marcelo Coelho.
 
Atenciosamente
Simão Pedro Marinho
Belo Horizonte, 29 de abril de 2009
Senhor Editor
 
ao tratar do uso por familiares de congressitas das passagens aéreas que seriam necessárias para o exercício do mandato, o presidente Lula disse não ser correto. Mas, destacou, não acha que seja crime.
Esse é o problema dos homens que se pretendem públicos: não
podem se ater a fazer o que é legal, devem fazer o que é correto. Se não querem fazê-lo, não se candidatem ou renunciem já.
E que o povo possa, nas urnas, renunciar daqueles que não conseguem fazer o correto.
 
Atenciosamente
Simão Pedro Marinho
Belo Horizonte, 02 de maio de 2009


Escrito por Simão Pedro às 17h18
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Fora da Folha, de novo

Outras cartas que a Folha não publicou. Agora as torno públicas.
Senhor editor
 
Romero Jucá não é o primeiro brasileiro que tem um irmão desempregado e com filho menor para criar.
Da mesma forma, não deve ser o único que tem uma mãe a telefonar pedindo ajuda para o filho sem renda. Afinal, as mães são todas iguais, se preocupam com os filhos da mesma maneira.
Mas o que diferencia o senador é que ele tem um cargo e uma cara de pau fantástica que lhe permitem ameaçar quem demitiu o irmão.
Sugiro ao ilustre senador que recomende ao irmão preparar-se para prestar um concurso público. S várias vagas que se abrem. E, em sendo bom filho e bom irmão, que ele custeie o cursinho preparatório parea aquele que perdeu o emprego.
Antecipo que, na qualidade de contruibuinte, não me incomodarei de modo algum em ajudar a pagar o salário do irmão do senador caso consiga, pela via da decência, por demonstrar mérito, um cargo público.
 
Atenciosamente
Simão Pedro Marinho
Belo Horizonte, 14 de maio de 2009
Senhor Editor
 
a Folha nos mostrou ontem os dois lados que fazem a miserabilidade do Brasil.
De um lado, José Sarney, o quase eterno presidente do Senado que, embora tendo
à sua disposição uma residência oficial e possuindo um casa própria em Brasília, recebe auxílio-moradia de R$ 3.800 mensais.
De outro, o professor Luciano Costa, que sai de casa todo dia
por volta de 6 horas da manhã, para onde só retorna às 23 horas, depois de uma maratona diária de várias aulas, e recebe R$ 2.800 mensais.
Assim não há país que saia da indigência, seja educacional, seja política.
Pobre Brasil, pobre povo brasileiro.
 
Atenciosamente
Simão Pedro Marinho
Belo Horizonte, 29 de maio de 2009


Escrito por Simão Pedro às 17h10
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O céu pode esperar. Mas às vezes não é muito

 

Uma italiana, Johanna Ganthaler, perdeu o vôo 447 da Air France e se safou daquele pavoroso acidente com o Airbus A330 ocorrido no último dia 30 de maio.
Agora, estava em um automóvel que tombou ao tentar desviar de um caminhão em uma estrada de Kufstein, na Áustria.
A italiana sortuda, que se safara de morrer no Atlântico, acabou morrendo no acidente automobilístico.



Escrito por Simão Pedro às 16h25
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Casamento, desejos, renúncias

Conta a história que um casal tomava café da manhã no dia em que comemoravam suas bodas de prata.
A mulher passou a manteiga na casca do pão e, em seguida, o entregou para o marido. Pela primeira vez em 25 anos ficou com o miolo do pão para si.
Pensou: "Sempre quis comer a melhor parte do pão. Mas amo demais o meu marido. Por isso, por vinte e cinco anos sempre lhe dei o miolo que ele tanto gosta. Mas hoje quis satisfazer meu próprio desejo. Acho justo que,ao menos uma vez na vida, eu coma a parte do pão que mais gosto."
Para sua surpresa, o rosto do marido abriu-se num sorriso sem fim.
Ele lhe disse: "Muito obrigado, meu amor, por este presente. Sempre desejei comer a casca do pão. Mas como você sempre gostou tanto dela, jamais ousei lhe pedir!"



Escrito por Simão Pedro às 16h17
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Simples. E basta.

Às vezes uma capa de revista não precisa trazer muita coisa para ser completa.



Escrito por Simão Pedro às 15h10
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