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Sérgio Moraes nas universidades
Com relação à defesa que fez do deputado "Cinderelo", aquele do castelo que é dele mas que não é, oportunidade na qual afirmou que pouco se lixava para a mídia, nesta semana o deputado Sérgio "Não me Lixo" Moraes disse, na Câmara, que nunca recebeu tantos convites para ser palestrante de universidades depois daquele lamentável [para o povo, não para ele] o episódio. Eu queria saber quais as universidades que convidaram esse deputado obsceno [ver post anterior]. Não só para impedir que meu filho preste vestibular em qualquer uma delas, mas para sugerir aos meus amigos que também não permitam que seus filhos sejam alunos delas.
A imagem é do site MasterNewMedia, de Robin Good.
Escrito por Simão Pedro às 12h58
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Política e obscenidade
Fatos recentes como a absolvição do deputado "cinderelo", a blindagem que se cria em torno do senador que, segundo Lula, "não é pessoa comum", apesar de se avolumarem os indícios de irregularidades, e a patética entrevista, publicada ontem na Folha de S. Paulo, do senador Paulo Duque, suplente do suplente, recém-eleito presidente do Conselho de Ética daquela casa, revelam uma só coisa: nossos políticos estão mesmo pouco se lixando para o povo. E o fazem convictos de que, apesar de todas as falcatruas, denúncias, suspeitas, cambalachos, serão reeleitos.Só agora me dou conta que o deputado Sérgio "Não se Lixa" Moraes, PTB/RS, quando disse que estava pouco lixando para a opinião pública, na verdade atuava como porta-voz de um Congresso onde não faltam escândalos mas falta decoro. E tem gente que ainda acha que o Brasil é o país do futuro. Existirá de fato futuro para um país que tem uma classe política obscena como a nossa? Detalhe. Obsceno não é diz respeito apenas à pornografia. Obsceno é também aquilo que choca pela vulgaridade, pela falta de decoro.
Escrito por Simão Pedro às 10h42
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Sem controle ou ser sem controlada

Acompanho a história do Brasil, com atenção, nos últimos 50 anos. Por isso, e principalmente pelo que vejo na história mais recente do país, só posso imaginar que Lina Vieira foi demitida porque não se deixou controlar, não porque não tenha controlado a Receita. É lamentável a demissão. Mas, como dizia Caetano, "isto aqui, ô ô, é um pouquinho de Brasil iá iá". Portanto, em tese nada a se estranhar.
Escrito por Simão Pedro às 15h25
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Mordomos, culpados e pecados
Na maioria das estórias policiais o culpado pelo crime é [quase] sempre o mordomo. Ao contrário da filha Roseana, que tem mordomo pago pelo Zé Povinho, Sarney não conta pelo menos com esse tipo de serviçal. Portanto não tem a quem culpar de pronto. Só pode ser por isso que cada vez que é pego com a mão na cumbuca, o presidente do Senado culpa alguém. Aliás, Sarney dá a impressão que nada tem a ver com a fundação que mama em tetas de estatal. Parece até que ele foi surpreendido com o seu nome dado àquela fundação.Mas existe um culpado de tudo: os eleitores de Sarney. Quem o levou ao Senado, quem ali o fez presidente. E eu, humilde contribuinte, pago por essa culpa, por esse pecado original que jamais cometi. A imagem do mordomo é do site da Terpins Greco Estúdio. A outra imagem é a tela de Michelangelo sobre o Pecado Original.
Escrito por Simão Pedro às 14h39
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Ele é o cara
Lamentavelmente a quase totalidade dos brasileiros não pode aceitar a sugestão do leitor Maurício Neri da Silva, publicada no dia 08/7 no Painel do Leitor do jornal Folha de S.Paulo. Se omitirem dados em suas declarações anuais de renda, cairão na "malha fina", o que seria justo, e, como pessoas normais, não poderão usar como desculpa as mesmas explicações dadas pelo Sarney. Ele pode porque não é, segundo Lula, um cara comum. Pensando bem, por tudo o que aprontou e já que nada lhe aconteceu, o Sarney é que o cara.
Eis, na íntegra, a sugestão do leitor: "Sugiro a todos os cidadãos brasileiros que omitam, em suas declarações anuais de renda, veículos, terrenos, apartamentos, investimentos e outros patrimônios. Ao cair na "malha fina" e ter de dar explicações, basta fazer como José Sarney: dizer que foi apenas um "erro" e está tudo certo."
Escrito por Simão Pedro às 14h26
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Bolsa e família

Com Sarney na presidência, como um eterno comandante da casa, o Senado parece ter criado um novo programa social, o "Embolsa com a Família". Te cuida, Luiz Ignácio.
Escrito por Simão Pedro às 14h21
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Jurassic Park

Juntando o artigo "Um modo novo de encher a barriga", de Ferreira Gullar, publicado no último dia 5/7 no caderno Ilustrada do jornal Folha de S. Paulo, com a matéria publicada no dia 7/7 no caderno Ciência, do mesmo jornal, que mostra que a abundância de comida associada a um baixo gasto de energia fez o tamanho dos dinossauros evoluir, fiquei a pensar se Lula não estaria criando um novo Parque Jurássico com o seu Bolsa Família.
Escrito por Simão Pedro às 14h19
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Casa de rotos e esfarrapados
Wellington Salgado (PMDB/MG), o suplente de senador que assumiu o cargo, ao falar para a Folha de S. Paulo sobre a pulverização das mazelas envolvendo o Senado, afirmou: "O mais puro ali tem 4 mil pecados". O engraçado é que ele não disse "O mais puro ali, tenho 4 mil pecados". Trata-se, mais uma vez, de um dos mais rotos falando dos esfarrapados. E todos aqueles senhores senadores convencidos de que representam de fato o povo. Valha-me Deus.
Escrito por Simão Pedro às 14h10
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Azeitar a máquina
Em tom de evidente reclamação, o presidente Lula assumiu que a máquina de fiscalização do Estado é muito mais eficiente que a da execução.Ao invés de querer a perda da qualidade da primeira, Lula deveria buscar melhorar a segunda. A sua máquina de executar cresceu, tem muito mais gente que no governo anterior. É hora de exigir que ela tenha a qualidade pela qual pagamos com tantos impostos.
Escrito por Simão Pedro às 14h02
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Sarney e a lei.
“Sarney tem algo que não agrada ao imediatismo da crítica popular. Quer fazer tudo dentro da lei porque a lei é a razão isenta de paixão.”  Frase de Saulo Ramos, advogado, ex-consultor-geral da República e ex-ministro da Justiça (adivinhe no governo de quem!), autor do livro “Código da Vida”, em um patético artigo publicado hoje na Folha de S. Paulo, onde faz a defesa daquele que foi presidente do Brasil por acaso e que agora está atolado em denúncias. A afirmativa do jurista me deixou intrigado. Por que então Sarney não faz as coisas dentro da lei, já que é esta a sua vontade? O que o impede de fazê-lo. Afinal, não é legal esconder da Justiça Eleitoral uma casa avaliada em alguns milhões de reais. Ou seria legal receber, do Senado, auxílio moradia quando se tem uma casa em Brasília, além da residência oficial de Presidente daquela casa? Também não deve ser legal uma fundação [adivinha de quem!] desviar dinheiro repassado pela Petrobrás. Sei que o Ribamar poderá dizer que tudo isso foi apenas irregularidade. Mas para quem tão desejoso de fazer tudo dentro da lei, a irregularidade não deve ser coisa aceita.
Escrito por Simão Pedro às 12h37
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