O marido, ao chegar em casa no final da noite, diz à mulher que já estava deitada: – "Querida, eu quero amá-la". A mulher, que estava dormindo, com a voz embolada, responde: – "A mala? Ah, não sei onde está, não! Use a mochila que está no maleiro do quarto de visitas." – "Não é isso querida. Hoje vou amar-te." – "Por mim, você pode ir até Júpiter, Saturno, Urano e até à p.q.p, desde que me deixe dormir em paz."
Esta talvez seja a melhor foto que fiz em Bruxelas. Para fotógrafos profissionais ou amadores metidos a besta ela até pode ser um lixo. Mas ela me toca fundo n'alma. Me traz doces lembranças de uma viagem maravilhosa que ganhei de presente da minha mulher.
Resolvi dar uma parada, ainda que por meia hora, no trabalho que faço nas férias e colocar, on-line, algumas fotos que andei fazendo como turista. Modéstia às favas, acho que algumas delas merecem ser vistas e serem comentadas, criticadas. Com a crítica posso aprimorar essa minha carreira de fotógrafo amador. Coloquei, em um álbum no photoshop.com, algumas fotos que tirei em Bruxelas e Brugges, chamada a "Veneza do Norte", ambas na Bélgica. Ali estive, em viagem de férias, em janeiro deste ano.
É um verdadeiro escárnio com o honesto povo brasileiro a entrevista que o o técnico em edificações José Emílio Silva dos Santos, dono da empresa Paratoldo, fábrica sediada na periferia de Macapá, deu à Folha, ontem, justificando os R$ 15 mil mensais que pagamos [não é o senador Gilvam Borges (PMDB/AP) quem paga, é bom destacar isso] pelo aluguel de cinco salas de sua fábrica de toldos que seria o escritório político do senador pelo Amapá.
E a conta de luz mensal de R$ 3.800, que ele informa, apenas no uso das salas que, ainda segundo ele, se dá nos finais de semana aponta que alguém está sendo furtado: ou ele, pela fornecedora de energia elétrica, ou o contribuinte brasileiro, pelo senador e a sua turma.
Resta saber o que será feito a partir dessa história da Paratoldo.Ou seria Paratolo?
Até quando continuaremos nós, os contribuintes, bancando esse despudorado uso do recurso público? Aliás, eu não sei a razão pela qual tenho que bancar escritório político? Afinal, eles, os políticos, não bancam o meu.
Interessante ver, na Folha, no último dia 17 de julho, o "argumento" do advogado de Fernando Sarney de que a investigação levada a cabo pela PF contra o empresário foi conduzida de forma unilateral. Afinal, em situação como esta, a coisa vem de um lado mesmo, o do investigador. Ou será que o investigado também deveria ser chamado para "colaborar"? O filho do homem que não é comum queria mesmo ser avisado com antecedência que suas conversas seriam gravadas e que os seus e-mail seriam interceptados? Entendoi direito?
Parece que todos eles, e não só o patriarca, se sentem mesmo gente que não é comum. Apossaram-se do Maranhão, do Senado e agora querem "comandar" a PF.
De novo o cara que não é comum. E deve se julgar virtuoso.
Vejamos se eu entendi corretamente a coisa que a Folha de S. Paulo contou em uma matéria publicada ontem. Um sujeito ocupa uma área, mas não tem registro de toda ela. E, como dizia meu pai, só é dono quem registra. Aí o sujeito vende a área, incluindo a parte da qual não tem registro, para uma determinada empresa. E, surpresa das surpresas, ele detém 10% do capital dessa empresa. A empresa que comprou a área pretende construir ali um condomínio de luxo. Mas não tem registro de parte da área e fica encalacrada. E o que faz a empresa? Move ação por usucapião contra o vendedor da área, ainda que sócio da empresa e com seu consetimento. Em resumo, é o sujeito se processando para regularizar uma posse, para legalizar terras. O réu-vítima, 2 em 1, assume que a ação judicial foi proposta para regularizar parte do sítio e que "o processo de usucapião foi a forma juridicamente mais adequada". E, claro, a empresa que comprou a área não informa, nos autos, que o fez, bem como não informa o nome do sujeito que lhe vendeu a área que, afinal, legalmente não é toda dele. Felizmente a justiça [ainda há quem mereça confiança nesse país, além dos Correios] constata a irregularidade da coisa. "O usucapião pressupõe a inexistência de relação jurídica de direito material entre o usucapiente e o usucapido", lembra a juíza substituta ao recusar o pedido e pedir explicações aos espetinhos. O juiz titular do caso, é claro: "Se houve contrato de compra e venda, jamais se pode pedir usucapião da área". Parece que essa jogada é mesmo coisa de gente que não é comum, é prá lá de esperta. A propósito, o usucapido, o vendedor na história é o Senador José Sarney. Aquele sujeito que se proclama vítima da imprensa e que lança mão do silêncio para combater o que considera injustiças perpretradas contra ele. Sem poder dar mais desculpas, o sujeito que também se apropria de cargos públicos se apóia em Sêneca. o filósofo que afirmou, um dia, que "um crime bem sucedido e favorecido pela sorte é chamado de virtude".